Posso dizer que já vi de tudo dentro do meio
pentecostal, e que conheço superficialmente o tradicionalismo e um pouco
mais a fundo o neopentecostalismo. Adoro as mensagens de alguns
calvinistas, embora eu seja arminiano. Gosto do entretenimento
neopentecostal e admiro a filosofia pentecostal, de busca por fogo em
detrimento do emocionalismo. Digo também que algumas idéias emergentes
me fascinam, principalmente a questão da missão integral.
Eu gosto um pouco de cada, e também rejeito coisas
que esses segmentos ensinam. Eu não acho que um culto deva seguir uma
liturgia programada, mas também exijo respeito e temor na adoração a
Deus. Não creio que a fé se resuma a crer que sou predestinado ou que
tenho o livre arbítrio, álias, pra mim isso é bobagem. O que importa não
é amar á Deus? Pois quem ama, segue os seus mandamentos. Pronto! Pra
quê complicar, fazendo guerra teológica?!
Eu
creio que a igreja deve atuar de modo forte e eficiente na ação social e
na busca de suprir os mais necessitados, mas não podemos esquecer que
nem só de pão vive o homem. Não acredito que quanto mais roupa eu
colocar, mais santo sou, mas me vestir de modo indecente é ridículo.
Acredito na benção de Deus sobre os seus filhos, mas barganhar com Deus é
no mínimo heresia.
Enfim! Acredito no poder
do Espírito Santo, mas não nessas bizarrices que tem por aí. Acredito em
uma vida santa, mas não nessa vida dentro de uma bolha. Creio
nos fundamentos do evangelho, mas não nos fundamentos da tradição.
Será que preciso gostar de tudo na minha ramificação religiosa e odiar o resto? As coisas não são assim. Vamos deixar o fundamentalismo religioso de lado, e fundamentar a nossa vida em Cristo.